sábado, 13 de agosto de 2011

Nem tudo são borboletas


Dizer que a sexta série não foi um bom ano seria o eufemismo da década. Quando eu descobri sobre a série piloto – quando as audições para os shows de TV ocorrem em LA – aconteceriam no início da escola daquele Setembro, eu passei uma boa hora no chão do meu quarto gritando. Isso significava que se eu quisesse ter uma chance na TV, eu teria que começar a escola no Nashville algumas semanas atrasada. Na época, a idéia de perder a escola parecia péssima. 

Nós tínhamos acabado de retornar após um ano no Canadá, próximo a Toronto, onde meu pai estrelava no show de TV, Doc. Ele e minha mãe estavam indo e voltando direto por 4 anos, mas no verão anterior eu tinha entrado na 5ª série e nós todos sentíamos tanta falta dele que a mamãe decidiu que nós mudaríamos para lá. 

Ela me deu aulas em casa nesse ano, então eu estava retornando a minha antiga escola após um ano de afastamento. ** Não apenas isso, eu sabia perfeitamente que nas primeiras semanas da escola é quando tudo acontece – você conhece seus professores, encontra seus amigos, você descobre se as roupas que você comprou para escola são aceitáveis – ou completamente inaceitáveis. Os populares se unem. Os inteligentes se unem. Eu e todos os outros - no meio disso percebem que é melhor unirem forças e fazerem seu melhor. Se você sente falta de toda a diversão, se risque de ser um rejeitado. Um perdedor. Se você passou pela escola fundamental, você sabe do que eu estou falando. Se você ainda não passou, bem então ... fique aí. Vai melhorar, eu prometo. De qualquer forma, você pode imaginar, sentir falta da escola era longe do ideal. Mais se eu quisesse ser uma artista- e eu queria- então realmente eu não tinha outra escolha. Eu tinha que ir para Los Angeles.

** Nota da Miley: Assustador ! Eu não queria ser agora estranha que quer ser atriz.
Eu não estava esperando apenas aparecer na escola e ser uma das populares. A fazenda no Tennenssee. Onde eu vivia não era exatamente em Toronto, era meio isolado, então não havia nenhuma vizinho criança com quem eu poderia praticar ser amiga. Eu cresci brincando com meus irmãos e irmãs, mas era simplesmente tão confortável conviver com meu parentes e seus amigos. 

Não ajudou o fato que eu sempre tinha muita energia. Não tinha jeito de eu sentar e ainda me concentrar por horas no final. As pessoas não sabiam exatamente como lidar comigo. Não é como se eu tivesse tentando ser desrespeitosa, mas Eu. Não.Conseguia. Ficar. Quieta. No meu primeiro dia de aula um ano, um professor me disse que eu pegaria detenção se dissesse mais uma palavra. Eu virei pro meu amigo e sussurrei, “Mais uma palavra”. Booom ! Detenção. Por sussurrar. No primeiro dia de aula. Eu tive sorte que o professor não escutou exatamente o que eu disse, ou Deus sabe o que aconteceria comigo. 

Na escola eu sempre quis ser eu mesma e eu não tinha vergonha disso. Eu tinha muito a dizer. Eu me destacava na música e no teatro. Eu tirava boas notas. Eu tinha grandes sonhos. Não exatamente a fórmula para ser popular. A maior parte das crianças se preocupava sobre não se enturmar. Eu me preocupava sobre não me destacar; Eu queria me sentir única, peculiar, diferente. Mas se destacar e perder o crucial início da escola não era exatamente o que eu tinha em mente. 

De qualquer maneira, quando eu voltei pro Nashville para sexta série – duas semanas após o começo das aulas – meus amigos antigos pareciam felizes em me ver, e a vida voltou a ser normal. Eu comecei a pensar que eu estava me esquivando e que eu me preocupei por nada. Mais lentamente eu percebi que não era o caso. Uma das minhas amigas mais próximas, vamos chamá-la de Rachel **, e eu comecei a ser levada em direção a um certo grupo de garotas na turma. Elas não eram as populares ou as garotas malvadas.

Eu não sabia qual seria o acordo delas, eu não consigo estereotipar elas atualmente. Mas por alguma razão, eles eram o grupo em que eu queria me encaixar. 

** Nota da Miley: Óbvio que não é seu real nome. 

O primeiro sinal de problema foi à mínima, a menor coisa que você poderia imaginar. Nós estávamos paradas próximas aos armários após a aula de Matemática. Eu fiz uma piada, e a líder – vamos chamá-la de GM, garota malvada – rolou seus olhos. Então foi isso: um gesto pequeno – que durou um segundo. Mas aquela era a sexta série. Tudo significava alguma coisa na sexta série. Quer dizer, se você já passou pela sexta série você sabe como é. Se eu tinha algo a dizer honesto tipo “Qual é a da desagradável rolada de olhos?” MG apenas diria algo padronizado como “Eu não tenho a menor idéia sobre o que você está falando”, e eu seria humilhada. Eu sentimento que eu detesto mais que qualquer coisa. Então eu agi como se não tivesse visto. Eu tirei isso da minha mente. 

Mas os sinais continuavam a aparecer. Alguns dias depois, eu coloquei minha bandeja no almoço eu pensei ter ouvido um rosnado. Um rosnado? Na semana seguinte, eu fui usando uma nova jaqueta jeans.** Eu disse: “Eu amo minha roupa hoje.” Uma delas zombou “Você ama?” e me deu aquele olhar paralisante me colocando para baixo, como uma ervilha no chão. Do jantar passado. 

**Nota da Miley: Sim, isso era o que estava na moda na 6ª série.

Agora eu sei que não estava apenas sendo paranóica. Eu era uma excluída. Porque os meus “amigos” estavam se virando contra mim? Eu não fazia idéia. Mais era o que estava acontecendo. Bem-vinda ao inferno social da sexta série.

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