sábado, 13 de agosto de 2011

Acredite


Nós tínhamos voltado para Nashville quando recebemos a notícia que Hannah Montana tinha sido escolhida para mais 30 episódios. Disney me queria em L.A dentro de 7 dias! Minha mãe não queria arrancar toda família tão rápida sem nos colocar em um lugar que nós sentíssemos como em casa. Ela não queria que se mudar fosse difícil ou um sacrifício para os meus irmãos e irmãs. Minha mãe é desse jeito. Ela não é do tipo deslumbrada por Hollywood ou com a idéia de um ser uma estrela. Ela sempre pensa no todo. A família toda. Como nós poderíamos ser estáveis e normais. Minha mãe entrou na internet e comprou a menor casa em La Cañada que ela conseguiu encontrar. Desse jeito. Como se fosse uma camiseta em um catálogo. A mamãe é tão século vinte e um.

Uma das primeiras coisas que nós fizemos quando chegamos em L.A foi ir até os estúdios da Disney e agradecer. Nós almoçamos com meus agentes e eles nos levaram de conversível para Disney. Meu pai e eu andávamos sob quatro rodas na nossa fazenda, estilo trabalhador rural. Esse era o oposto daquela experiência. Não era glamoroso estar num conversível? Uma estrela da TV, no seu caminho para agradecer aos produtores. Exceto que quando nós entramos no escritório do Gary Marsh ele tinha uma expressão assustada. “O que aconteceu com você?” ele perguntou. Andar de conversível tinha bagunçado meu cabelo. Que estava pintado em um estranho tom de loiro. Eu tinha dois dentes arrancados. Ah e sim, tinha o aparelho. Não era um bom sinal. Eu percebi isso bem rápido.
O cabelo voltou à marrom. Os aparelhos foram retirados. Eu retive um pouco com dentes falsos para cobrir os buracos enquanto meus dentes reais cresciam. Essa foi minha primeira melhorada como artista de TV: ter uma desculpa para me livrar do aparelho.

Depois deles me “concertarem”, ainda tinham mais tarefas antes de começar a gravar a série. Eles tinham que montar meu guarda-roupa. Eu ainda iria para o estúdio gravar todas as músicas da primeira temporada. Oh, e eles tinham que me fazer perucas novas. A peruca do piloto era uma piada. Agora que eu tenho reais, e caras perucas que são moldadas para minha cabeça. Se você nunca experimentou uma peruca, deixe-me te avisar não é muito glamoroso. Ele põe em você uma touca, que é como uma touca de natação feita de meia; eles colocam uma espécie de durex ao redor até que fique duro; então eles usam isso para fazer o molde. 

Perucas prontas, a série precisava continuar girando. Logo depois, teve uma festa no set para a estréia de série. Emily e eu usamos vestidos pretos. Nós estávamos tão ansiosas para assistir a versão final do piloto – a versão que milhões de pessoas assistiriam no Disney Channel. Nós esperávamos. 

O show foi bem melhor do que eu esperava. Você diz a mesma fala seis vezes, sessenta vezes, e no final você não faz idéia de qual delas eles escolheram na sala de edição, e de como você parecerá falando ela. Você canta uma música num estúdio e apenas imagina como ela ficará após eles editarem. E lá estávamos eu, meu pai e meus novos amigos. Eu tenho que dizer, eu achei que nós éramos muito bons. Não importa o que aconteça, esse é um momento meu, e eu nunca vou esquecê-lo.
No dia seguinte eu fui a um parque de diversões com a minha tia. Nós não estávamos pensando sobre o show. Nós não fazíamos idéia de quantas pessoas tinham assistido. Não me acorreu que as pessoas tinham me visto na TV na noite anterior. Nós estávamos numa montanha-russa, quando seis garotas de 13 anos correram até mim e pediram meu autógrafo. ** Eu comemorei de alegria! “Claro!” eu disse tão entusiasmada que eu tenho quase certeza que assustei minhas primeiras fãs (que eram mais altas que eu). Foi nesse momento que eu percebi que Hannah Montana não era apenas um trabalho novo que eu amava. Tinham pessoas assistindo ao nosso show. Pessoas de verdade, me reconheciam na rua. Eu não era mais apenas a Miley Cyrus. Eu estava carregando a Miley Stewart e a Hannah Montana comigo. Era estranho. Era legal. Eu tinha doze anos. 

**Nota da Miley: Sério mesmo!

Você já praticou sua assinatura nos cadernos da escola ou quando você estava no telefone? Eu já. Página após página, onde eu deveria estar copiando a matéria estavam cobertas com meu nome, acompanhado por diferentes enfeites e coisas do tipo. Eu sabia assinar meu nome, mas o que mais eu queria dizer para essas garotas, as minhas primeiras fãs? Eu me lembrei de quando eu era apenas uma das quinze possíveis Hannah Montana sentada nervosa em uma sala de espera. Eu me lembrei do que eu gostaria de ouvir quando estava presa sozinha no banheiro da escola, no fim da minha esperança. Eu me lembrei do que meu peixe diria se soubesse que seu amigo tinha virado comida. Agora eu sei exatamente o que eu queria escrever. Eu levei um bom tempo com aquelas seis assinaturas, me certificando que eu tinha as feito de forma perfeita.


Acredite
Miley Cyrus

Perdendo o vovô


Antes que eu volte ao aparelho, eu quero falar sobre meu avô. Enquanto nós estávamos gravando o piloto, Papai voava de lá pra cá entre o set de Hannah Montana e ao lado do leito do meu avô. Pappy era meu avô do lado paterno. Ele estava doente, realmente doente com câncer de pulmão, mas todas as memórias maravilhosas que eu tenho dele continuavam na minha mente enquanto eu trabalhava. Eu sei que ele queria que eu seguisse meu sonho.

Pappy tinha uma cabana em Cave Rum, Kentucky. É o lugar mais bonito na Terra. De manhã, ele faria bacon pra nós, e contaria histórias malucas sobre o que os cachorros eram ou sobre o que os vizinhos diziam.

Cada uma das crianças tinha um quarto no andar de cima da cabana. Quando nós íamos visitas, eu ficava no meu quarto na primeira noite e ele colocaria um tapete de pele de urso no chão com a cabeça aparecendo. Assustava-me pra valer todas às vezes. Mais era do vovô pra mim. Eu amava seu incomodo. Eu até amava o cheiro do vovô. Ele usava o mesmo desodorante por anos – é um genérico de uma marca country – e agora eu o deixo por perto porque me lembra dele. 

Nós passávamos bastante tempo na cabana, apenas nos divertindo. Eu mudaria a mensagem da secretária eletrônica para “Hey, obrigada por ligar para o vovô”, e então eu imitaria o barulho de um trem – whoo whoo whoo – e diria, “Eu o amo e espero que você o ame também.” (Se você o conhecesse você amaria).
A cabana era perto de uma montanha que tinha uma gruta. Durante o dia, Pappy me ajudaria, Brazz e Trace também (minha irmã Noah não era nascida ainda) a procurar pontas de flechas e espiar os morcegos. Pappy era uma criança grande. Nós íamos pescar **, o vovô dirigiria seu velho carro e meu pai nos seguiria logo atrás, dirigindo devagar demais, nunca conseguindo nos acompanhar. Papai geralmente dirige com cuidado (exceto quando eles está atrás da roda de uma bicicleta suja ou de um quatro rodas).
**Nota da Miley: Bem ... pelo menos eu fui até ficar com meu pé preso num burraco na ponte e eles cortarem ao redor antes que o peixe gato começo meus dedos dos pés. No final, eu não gostava tanto de pescar.

7 coisas que meu avô costumava dizer
1. Quando mais você meche no coco, mais ele fede.
2. Persistência é a qualidade do caráter do homem assim como o carbono é para o aço.
3. Bom para o ganso, bom para o capataz.
4. Aonde quer que você vá ... Lá você está.
5. Tentar não é o tempo para desistir de tentar
6. Você é cheio de coco como o Natal da Turquia. =)
E a minha favorita ... 7. Eu amo você.

Vovô tinha uma voz forte como a minha e um estomago que sempre estava um pouco preso – tipo ele apenas tinha grandes refeições. Ele sempre jorrava sabedoria do povo que não fazia sentido para algumas pessoas, mas fazia pra mim (normalmente). Se eu estava falando de alguém que me fez passar raiva, ele diria, “Quando mais você meche no coco mais ele fede”. Ou “Quando você está batendo para fora, você não precisa de julgamento.” (Isso o que ele sempre dizia ao meus pai porque ele já foi um boxeador.)Quando eu estava vestindo algo como –vamos dizer, um chapéu – Eu diria: “Você não gostou do meu chapéu vovô?” Se ele não gostasse ele diria: “Oh, claro, eu gostaria de dois deles. Um para evacuar nele e o outro para tampar.” Então meu pai se intrometeria e diria “É, eu também.” E então e]u diria: “Eu não faço idéia sobre o que vocês estão falando.” Mas não importava. Ele simplesmente é o melhor avô que eu consigo imaginar.
Vovô sempre era uma boa platéia. As escadas na cabana dele levavam para um loft, e quando eu era uma criancinha – com 5 ou 6 – eu colocava um show, cantando “Tomorrow” de Annie enquanto descia as escadas. Pappy bateria palmas assoviaria e diria: “Suba e faça de novo”. Eu acreditava. E quando eu estava na cabana, eu sempre tocava piano. Eu nunca tive aulas de piano, mas eu gostava – e ainda gosto – deixar meus dedos vagarem livremente pelas teclas. O vovô chamava de a “Canção da Chuva”. Foi assim que eu acabei escrevendo “I Miss You” pro vovô. Ele estava tão doente. Eu sabia que ele estava morrendo, e lentamente o meu coração também. Eu não conseguia imaginar minha vida sem ele. Foi a letra mais difícil que eu já escrevi. Eu estava trabalhando nela, com uma boa amiga da mamãe Wendy, e aquilo estava me matando. Finalmente eu disse: “Eu não consigo mais escrever. Eu preciso parar.” Mas eu sei que meu coração queria dizer, então meu coração encontrou um caminho através dos meus dedos.Então eu me esforcei e terminei a letra. Eu realmente queria que meu avô tivesse escutado “I Miss You” antes de morrer. Eu nunca pude cantar pra ele, mas bem próximo do final o meu pai tocou pra ele uma curta parte da música, e eu gosto de acreditar que isso lhe deu esperanças, como ainda me dá esperanças. 

O vovô dizia que ele se recusava a morrer antes de Hannah Montana ter sua estréia na TV, mas ele morreu dois doas antes da estréia. Ainda, ele conseguiu ver uma fita do piloto. Eu sei que ele estava orgulhoso.

No Sul, funerais são como casamentos. Todos aparecem com grandes chapéus para fofocar e prestar seu respeito. É praticamente uma reunião de família. No funeral do vovô eu não conseguia ver nada além dele. O caixão era aberto e eu queria tocar a mão dele mais uma vez, para dizer adeus. Mas eu não queria me lembrar dele desse jeito, então eu me controlei. Esse momento ainda me assusta.
Depois da morte do vovô, eu continuei dando círculos ao redor da sua morte. Se você já perdeu um avô, talvez você saiba como é. Eu sentia falta dele. Eu ainda sinto. Eu continuo pensando em como ele prometeu levar a Brandi e eu para o King’s Island (eu parque temático), mas ele nunca teve uma chance. Eu fico presa nas vezes que eu não falei com ele no telefone. Tem uma mensagem de voz do vovô salva na nossa secretária eletrônica, e eu a escutei, várias e várias vezes, porque toda vez ela trazia ele de volta como se ele nunca tivesse partido. 

Então eu tive um sonho. Era o Vovô. Ele queria que eu seguisse em frente. Ele disse, “Eu não posso ir com você me segurando tão forte. Você não pode deixar que a minha morte pare com a sua vida.” Quando eu acordei, a voz dele estava tão viva na minha cabeça que foi como se ele apenas tivesse se despedido e saído pela porta. Por hábito, eu fui ao telefone escutar sua mensagem de voz. Ela tinha ido. Deletada. Desaparecido para o nada. Foi como se o vovô estivesse me dizendo para deixar ir. 

Meu pai herdou a mania do vovô de falar de forma rápida e incoerente. Ele diria “Bom para o ganso, bom para o capataz.”. Outro dia ele disse “tornera” no lugar de “torneira”, e ele disse como o vovô dizia. E então finalmente eu vi que não tinha problema se eu deixasse o vovô ir. Ele sempre estaria conosco.
Só porque eles gravaram o piloto – o primeiro episódio do show – não significava que Hannah Montana veria a luz do dia. Muitos executivos precisam decidir se é bom o bastante. Se eles aprovassem, eles a “escolheriam”. Isso significa que eles fariam novos episódios, e que o show iria entrar no ar. O que era tudo que nós queríamos.

Hannah quem?


Enquanto gravávamos o piloto, a Disney me avisou que tinha apenas, ah, uma coisa pequenininha que eles queriam que eu fizesse. Um concerto. Está correto – eles queriam que eu me apresentasse num concerto como Hannah Montana na frente de uma multidão de pessoas que não tinham a menor idéia de quem eu era, antes do show ao menos começar. Quando a grande noite chegou, eu estava ruindo de nervoso. Claro que eu já tinha estado atrás do palco, inclusive no palco com meu pai em vários concertos. Mas agora eram canções novas, com coreografias novas, dançarinos novos, acessórios, e mudanças de figurino. E não tinha o meu pai. O foco era todo em mim.

A multidão no Glandale Centre Theatre – próximo aos estúdios da Disney - não sabiam quem ou o que eles iriam ver. Eles só sabiam que eles estavam assistindo uma garota desconhecida chamada Hannah Montana, e que ela tinha algo haver com um novo show da Disney. E era de graça. Eu tenho certeza que algumas daquelas pessoas gostariam de poder voltar no tempo e vender aqueles ingressos por uma grana preta. **

**Nota da Miley: não que eu aprove esse comportamento. 

Eu não conseguia acreditar que alguém apareceria naquele show. Quem quer ver uma cantora desconhecida? Eu estava tão assustada – e eu me sentia estúpida por fingir que era uma grande estrela quando ninguém sabia quem eu era. Era tão estranho. Entre as canções, eu sussurrava no microfone, “Eu vou voltar logo”, e corria pra trás do palco para perguntar minha mãe e os produtores se eu estava me saindo bem.
Então, enquanto eu cantava “Pumping Up The Party Now”, eu percebi que as pessoas estavam entretidas. Eles pareciam animados com o show. Isso me deu um segundo de pausa (na minha cabeça – eu continuei cantando, lógico) e eu percebi o que estava acontecendo comigo. Não me era importante o quão estranho e inventado essa apresentação era. Eu pensei comigo mesma, Eu estou feliz em estar aqui. Eu realmente estou. E foi isso; Despois desse momento eu comecei eu caí na rotina. Eu descobri depois que Gary Marsh, um executivo do Disney Channel, virou para minha mãe e disse, “Não demorou muito para ela se acomodar.”

No final do show a platéia estava de pé, torcendo, gritando “Han-nah! Han- nah! Han-nah!” Eu corria na frente do palco. Eu tocava nas mãos deles. Eu improvisava. Estava realmente acontecendo. Esse era o meu momento.

Algumas partes desse concerto, ainda são usadas no show, como se fossem os clipes da Hannah. Eles usam o comprimento de “Pumping Up The Party Now”, que sou eu de pijamas, ** na abertura que promove o show algumas vezes.

**Nota da Miley: Hannah cresceu tanto – que ela nunca se apresentaria de pijamas atualmente!

E quando o piloto estava gravado, eles colocaram aparelho nos meus dentes.

Chloe Stewart


Você consegue imaginar ser excluída e mal-tratada pelos seus colegas, nem mesmo ter uma melhor amiga, aí você se muda pra Hollywood e tem que fazer testes com multidões de garotas ansiosas, que querem ser sua melhor amiga num programa de TV? A de cabelo escuro que eu tive que correr pra trocar minha saia encharcada de Dr. Pepper e encontrar para fazer o meu teste? – Eu nunca vi aquela Lilly mais.

Enquanto as novas Lillys em potencial eram testadas, minha mãe ficou amiga com algumas pessoas que faziam o teste de elenco. Eles brincavam sobre meu pai ser um gostosão. E minha mãe brincava sobre como eles deveriam trazer o meu pai até lá e fazê-lo representar o meu pai na TV. E aí (como minha mãe conta) todo mundo estava tipo, “Espera aí, sério?”

Minha mãe me sentou, na mesa da cozinha para conversarmos sobre o assunto. Eu amo a idéia de ter o papai por perto, mas eu tinha medo de que se ele conseguisse o papel, as pessoas pensariam que ele foi escolhido primeiro e que eu só tinha sido contratada por causa dele.** O papai se preocupava sobre a mesma coisa. Ele disse, “Esse papel é destinado pra você. E se eu estragar tudo?”

Mas todos nós queríamos encontrar uma forma de reunir toda a família. O papai ficou no Canadá por muito tempo. Ele sempre ficava indo e voltando. Se o show fosse bem sucedido e eles decidissem fazer dele uma série, aí eu teria que me mudar para Los Angeles. Nós separaríamos toda a família? Como isso iria funcionar? Então a minha mãe disse: “Bem, nós falamos sobre o papel da Hannah Montana ser perfeito pra você. E se o pai da Hannah foi feito para ser o Billy Ray?” Nós decidimos seguir em frente e deixar o destino decidir. 

**Nota da Miley: depois de todo meu esforço!
Eles já tinham pré-selecionado dois pais com potencial para mim – ou melhor, Hannah Montana. Agora eles colocaram meu pai na mistura. Ele entrou, deu uma olhada nos outros candidatos, apontou para o mais bonito, e disse para os produtores, “Contratem esse cara. Façam do show da minha filha um hit.” Mas então eles o chamaram para ler as falas comigo.

Sentar na mesa de conferências como ele foi completamente surreal. Quer dizer, ele é meu pai! Nós estávamos fazendo piadas e rindo juntos. Nós fizemos nosso aperto de mão, que é bem complicado e bobo. Nós cantamos uma música juntos – eu acho que foi a música do meu pai “I Want My Mullet Back”. Minha mãe estava na sala de espera com os outros dois possíveis pais. Ela disse que conseguia me escutar dizendo, “Pai, essa não é a linha! E todo mundo rindo. Mas aparentemente foi durante “I Want My Mullet Back” que meus outros pais se olharam e disseram “Nós estamos condenados.”

E eles estavam certos. Meu pai conseguiu o papel. Nós rezamos para encontrar uma maneira de manter nossa família unida, e aqui estava essa louca, e completamente inesperada solução. Nós lidamos com os rumores sobre quem conseguiu o papel primeiro. Por agora, nós só estávamos aliviados em estar no mesmo país!

O papai fazer parte do elenco foi ótimo. Mas o resto do elenco tinha sido determinado, e agora eu tinha novos colegas de elenco também. Chloe Stewart (o alter-ego da Hannah) tinha um irmão, Jackson (Jason Earles). E ela tinha melhores amigos, Lilly (Emily Osment) e Oliver (Michael Musso). E pra ser completamente honesta – mo início, eu estava intimidada por todos eles. Emily tinha feito toneladas de comerciais, programas de TV, e aquele filme Pequenos Espiões. Mitchel já tinha feito alguns programas de TV e filmes, incluindo Life Is Ruff, que era da Disney, então ele sabia o que estava fazendo. Eu tinha feito, alguns episódios do programa do meu pai Doc, que era um drama, e algumas linhas num filme. Uma vez – no Alabama.

Eu nunca tinha feito comédia ou nada parecido. Então lá estava eu tentando ser engraçada e atuar e cantar e parecer legal e tentando deixar claro que meu pai não conseguiu o papel pra mim, e tentando ser amiga dos meus co-estrelas enquanto usava a peruca loira e barata da Hannah metade do tempo. E adivinha? – depois de um tempo, tudo isso parecia muito mais fácil e muito mais natural do que ficar sentada na cafeteria na sexta-série.

Oh, e sobre Chloe Stewart. Não combina, não é? Tem uma razão. Você vê, meu nome real é Destiny Hope Cyrus** Todo mundo me chamava de Miley. O nome da minha personagem era Chloe Stewart. O nome do seu alter-ego era Hannah Montana. Era apenas muitos nomes. Então eles largaram o que era mais fácil de deixar ir. O nome da minha personagem mudou para Miley Stewart. E as pessoas ainda sim ficavam confusas. Eu não fiquei confusa. Eu sou a Miley na vida real. Eu sou a Miley no meu show (exceto quando eu sou a Hannah). O único lugar onde eu não sou a Miley, é na minha certidão de nascimento original, que agora foi extinta já que eu mudei meu nome legalmente. E quando o dia glorioso chegar, minha carteira de habilitação vai dizer Miley.

**Nota da Miley: mais sobre isso depois.

A ligação


Vidro Quebrado
Você já sentiu como se você precisasse recomeçar, 
Ser uma nova pessoa e ser libertada?
Algumas vezes, você já sentiu
Como se você estivesse olhando através do vidro quebrado
Com um futuro quebrado e um passado rachado?
Não deixe que os e se ou eu deveria ter te segurarem. 
É hora pra você e para seus sonhos.
Seja a luz do sol brilhando 
Não uma nuvem estúpida e escura.
Você pode mudar o mundo
E trazer a luz.

Não para parecer com a Susie Sunshine, mas quando segue o show, quando você está pronto para seguir em frente ou se você viver em paz com a dor, você encontrará um revestimento prateado. A minha veio na forma de um telefonema. 

Eu estava no telefone com o Patrick, um dos meus mais antigos amigos. Eu e ele tínhamos acabado de descobrir o iTunes, e ele estava tocando algumas músicas do computador dele para o meu. Na verdade era “I Can’t Take It” da Tegan e da Sara. Eu nunca me esquecerei. Minha mãe estava próxima na cozinha quando tocou. Ela gritou tão auto que eu achei que alguém tivesse morrido. Então, alguns momentos depois, ela começou a gritar “Você conseguiu! Você conseguiu!”

“Conseguiu” era Hannah. É um sentimento estranho e maravilhoso conseguir exatamente o que você deseja. Não acontece com muita freqüência, mas quando acontece, seu cérebro fica tipo, Woow espera aí, qual é o enredo? É tentador dar uma parada sobre o que pode significar ou quando de repente está pronto. Mas vendo a minha mãe toda feliz e pulando – sim minha mãe estava pulando – eu finalmente tive que aceitar que isso era muito bom. Era maravilhoso! Eu tinha um papel! Um personagem que eu amava! Eu teria que cantar e atuar. Era tão perfeito. Enquanto a realidade entrava, eu comecei a pular e a gritar também. Coitado do Patrick ficou do outro lado do telefone. Ele deve ter achado que um tornado estava destruindo a nossa casa.
Conseguir o papel mudou tudo, de repente e irreversivelmente. Eu estava seguindo em frente e deixando meu passado pra trás, mas eu não me atreveria a esquecer o desafio. Tinha uma razão por isso. Eu trouxe essa garota comigo, e ela me lembra de ter compaixão. De não guardar rancor. De dar apoio. De estar lá por outros quando eu sei que eu precisei. Meu pai gosta de me lembrar da terceira lei de Newton sobre o movimento – para toda ação tem uma igual e oposta reação. Por tudo aquilo que eu tinha enfrentado naquele ano, por todas as horas que eu sentei sozinha no almoço, ou recolhida no meu quarto, escrevendo músicas, teve um balanço. Uma balanço na minha vida, assim como a um equilíbrio no mundo.

Para toda ação tem uma ação igual e oposta. Você nunca sabe como é olhar do outro lado, mas você verá eventualmente se manter seus olhos abertos.

Eu realmente acredito nisso.

Aí está – um único telefonema foi mais do que o pagamente pelo inferno da sexta-série. Os saltos. Os gritos. A loucura. (Meu pai apenas disse: “Viu? Eu te disse. Foi feito pra você.”) Eu tive que voar para Los Angeles pra fazer teste e conhecer executivos da Disney pelo menos 4 vezes. Eu era muito nova para o papel. Eles queriam alguém mais alta. Ou alguém mais velha. Ou alguém com um pouco mais de potência vocal. Ou alguém com mais experiência em atuar. Ou alguém com todas as opções acima. Eles realmente tentaram duro para encontrar outra pessoa para o papel. Eu estive trabalhando e tendo esperanças para Hannah e me guardando de uma matilha (bem, três) adolescentes malvadas que completamente ferraram minha sexta-série. Eu tinha 11 anos quando fiz o primeiro teste. Agora, um ano depois, eu realmente tinha 12. Agora, é incrível, inacreditável, e impossível, aquele papel era meu.

 

Esse foi meu sonho por o mais longe que eu consigo lembrar. Mas estranhamente, agora que está realmente acontecendo, meu excitamento não é tão grande sobre o que eu conquistei e sim para onde eu estava indo. Eu estava escapando. Eu não estava pensando, “Ótimo! Consegui um papel num seriado da Disney! Eu finalmente cheguei a algum lugar! Eu vou ser uma grande estrela!” Hannah Montana deveria ser algo que eu estava correndo para, mas no lugar disso eu tinha uma desculpa para fugir daquele que foi o pior ano da minha vida. Eu estava determinada a ir embora de Nashville antes de começar o colegial. Então quando me ligaram, eu senti que Deus estava me salvando de uma situação impossível. Meu primeiro pensamento (após gritar, enlouquecer, claro) foi, eu vou sair daqui!

O fundo do oceano


Se lembram do Letra e do Melodia? Presos no aquário? Bem, um dos peixes morreu. Eu tenho quase certeza de que foi Melodia. Eu estava chateada. Eu sei – estranho ficar perturbado sobre algo que você nem pode domesticar, mas peixe era a minha coisa. Então minha mãe me deu outro peixe. Eu devia ter o chamado de Dissonância. Ele comeu o Letra. Depois disso, peixes não eram mais a minha coisa. Eu tinha tido restos suficientes pra uma semana.

Meus peixes perfeitos se foram, mas eles me ensinaram uma coisa permanente. Depois deles, toda vez que eu quero escrever uma música, eu digo a mim mesma, pensa fora do aquário. É um aviso para me forçar a não ficar presa – não ver o mundo do lado de fora através de uma cadeia de vidro.

“Bottom of The Ocean” começou como uma música sobre Letra e Melodia. Mas quando eu comecei a escrever, foi muito mais do que apenas meu peixe bobinho.**
**Nota da Miley: Sem ofensas ao peixe. Descanse em paz. Era sobre o sonho de qualquer um, namorados, um parente que morreu, um relacionamento abusivo. Ela diz que se tem alguém que você amava mas por alguma razão você não pode mais amar, você precisa esconder em uma concha, e colocar no fundo do oceano. Escondê-los lá, com cuidado e respeito, em um lugar onde eles não podem ser encontrados. “Bottom of the Ocean” é uma canção sobre “adeus”, uma canção de amor. Você nunca pensaria que ela foi criada pensando sobre um peixe. Bem, exceto pela parte do “oceano”.
Meus amigos viraram meus inimigos, inclusive minha melhor amiga. Eu não fazia idéia porque elas me odiavam ou o que eu poderia fazer para reverter à situação. Eu não me encaixava em lugar nenhum. Para onde tudo tinha ido? Todo o respeito, toda amizade, todo o amor? Eu estava sem forças, perdida, meio que flutuando, e não tinha um sinal do fim. Então eu fiz o que eu falo sobre em “Bottom of the Ocean”. Eu coloquei todas as derrotas, a dor e o medo em algum lugar onde ninguém os encontraria, bem no fundo do meu oceano pessoal.

E então eu finalmente recebi a ligação final sobre Hannah Montana.
Paz, seus trouxas !

** Nota da Miley: Se você está se perguntando sobre Dissonância – ele teve um longo caminho privada abaixo.

A cafeteria


Eu nunca disse a ninguém no colégio que eu estava fazendo audições em L.A, mas parecia que as que me torturavam tinham um sexto sentido sobre isso e sabiam que eu estava indo a algum lugar. Quando eu voltei de L.A pela segunda vez, essas garotas foram alem do normal bullying. ** Essas grandes e duronas garotas. Eu era esquelética e baixa. Elas eram totalmente capazes de me causar danos corporais. Como se elas já não fossem assustadoras o bastante, elas me mandaram um bilhete me ameaçando, dizendo que se eu aparecesse na cafeteria no dia seguinte ... Eu não vou dar nenhuma idéia às outras bullies dizendo exatamente sobre o que elas me ameaçaram. Vamos dizer que não foi nem um pouco legal. E eu sei que parece bobagem e clichê ficar com medo por causa de um bilhete. Você só precisa confiar em mim. Essas garotas não brincam em serviço.

**Nota da Miley: Bullying pode ser normal?

Eu tentei lidar com as valentonas, sozinha durante todo esse tempo. Eu não queria mostrar o meu medo para elas ou para os meus pais. Eu nunca chorei. ** Eu tentei tudo que eu consegui pensar sobre o assunto. Algumas vezes eu me defendia. Algumas vezes eu me desculpava. Algumas vezes eu simplesmente fugia. Eu sempre me sentia sozinha. Mas a noite que eu recebi a ameaça da cafeteria parecia que a Operação Faça da Miley Miserável estava alcançando um novo nível. Estava mais para Operação Faça Miley Cair. Eu estava tão apavorada que contei para uma das minhas amigas da torcida sobre isso, por telefone. Eu deveria fingir que estava gripada? Eu deveria saltar o almoço? Eu deveria me preparar com uma garrafa de ketchup e me preparar para briga?

**Nota da Miley: pelo menos não em público.
Logo após eu desligar o telefone, meu pai entrou no quarto. Ele se sentou na beirada da cama e me disse que tinha escutado minha conversa. Eu rolei meus olhos. ** Papai queria saber o que estava acontecendo. Eu mostrei a nora pra ele, e disse que eu estava surtando de tão assustada. Ainda assim, eu implorei para que ele não fizesse nada. Eu sei que se ele contasse para minha mãe, ela falaria com o diretor. Ela é desse tipo de mãe. Se ela falasse com o diretor, era isso. Elas acabariam comigo. O papai me escutou, e ele entendeu. Mas aí ele adicionou, “Você precisa contar para sua mãe.”

**Nota da Miley: parece que as garotas malvadas estavam me afetando, eu acho.

Eu segui o papai até a mamãe e disse: “Mãe, eu nunca mais vou falar com você se você fizer alguma coisa.” Mas eu podia ver pelas suas expressões que assim que eu fosse para cama, eles teriam uma Conversa. 

Eu fui para o almoço no dia seguinte, sem ter certeza de como a Conversa terminou. O que mais eu poderia fazer? Se eu fugisse hoje, elas me pegariam amanhã. Ela como um especial depois da escola sobre a garota magrela que vai apanhar. Mas no lugar de ter um final feliz com uma mensagem sobre superar as dificuldades, esse enredo terminaria comigo vivendo o resto dos meus dias como uma garota de 12 anos eremita, sem amigos e sozinha. 

Logo que eu sentei na minha mesa vazia, na área dos perdedores, três garotas vieram de modo violento até mim. Eu agarrei meu sanduíche de queijo grelhado como se ele fosse meu melhor amigo. Ele era meio que meio melhor amigo esses dias. Eu estava acabada.

Elas começaram a me amaldiçoar e dizer para eu me levantar. Eu fiquei sentada paralisada. Eu olhei ao redor e vi uma das mães sentadas numa mesa próxima. Uma mãe ! E ela estava rindo! ** Finalmente, eu não agüentava mais. Eu não era uma galinha. O que elas poderiam fazer comigo? Eu estava cercada de pessoas. Eu me levantei, ainda ficando bem mais baixa que elas. “Qual é o problema de vocês? O que foi que eu fiz com vocês?”

** Nota da Miley: Eu entrei em uma dimensão alternativa?

Mas antes que eu pudesse dizer ou fazer alguma coisa, o diretor interrompeu e entrou, dizendo, “Garotas!” e todas as crianças na cafeteria fizeram “Ooohhh.” **. Falando em vergonhoso – e em alívio!

** Nota da Miley: como se vocês estivessem em um grande problema.

Acabou que depois da Conversa, meu pai foi em frente e conversou com o diretor. Primeiro minha mãe achou que não fosse grande coisa, garotas sendo garotas ou alguma coisa do tipo, mais meu pai disse pra ela, “Você nunca pode saber. Coisas acontecem na escola o tempo todo.” É claro, isso fez com que minha mãe pirasse. E quando eu penso nisso, eu fico bem aliviada que a minha mãe se intrometeu. ** Eu honestamente não sei o que aquelas garotas teriam feito comigo, mesmo com uma das mães delas assistindo tudo. O diretor nos levou para seu escritório e nos fez confessar. E como se tivessem argumentos dos dois lados sobre quem roubou um lápis, quando todos sabiam perfeitamente que era apenas questão de torturar um inocente.

**Nota da Miley: Vamos manter isso entre nós.
Apenas três garotas foram pegas no dia da cafeteria, mas eu tive a impressão que as outras crianças gostaram do show. Eu sempre fui importunada por ter um pai conhecido. Meus colegas diziam: “O hit do seu pai é maravilhoso. Você nunca vai ser importante em alguma coisa- como ele.” Eu simplesmente ignorava. Eu pensava nele como bem sucedido e feliz com sua vida. Talvez eles pensassem que eu era esnobe por sentir orgulho do meu pai (bem, ele realmente é o cara mais maravilhoso), ou apenas esperando para ser minha própria pessoa, esperando ser uma atriz ou cantora. Talvez eles farejassem insegurança. Talvez seja por isso que eles me escolheram. Qualquer razão, até hoje eu ainda não entendo o que aconteceu. Eu provavelmente nunca saberei, e nesse ponto eu nem quero. 

Eu realmente não coloco a culpa na minha ex melhor-amiga Rachel, por me trair. Ela nunca foi completamente malvada comigo. Honestamente, eu acho que eles a ameaçaram para que ela me abandonasse e ignorasse. Eu gosto de pensar que não teria abandonado uma amiga como ela fez, mas eu tenho um sentimento de que ela provavelmente estava assustada com as novas amigas delas – assim como eu – a diferença é que ela tinha medo de dentro do grupo e eu estava assustada do lado de fora.
Eu sempre encontrei conforto, liderança, e respostas na minha fé. Eu me perguntava a Bíblia naquela época e eu ainda faço e eu encontrei esse Salmo. 

Senhor, eu te entrego minha vida
Eu confio em você, meu Deus.
Não me deixe em desonra
Ou deixe que meus inimigos se alegrarem com minha derrota

Guie-me através da verdade e me ensine,
Você é o Deus que me salva.
Todos os dias eu coloco minha esperança no Senhor.
Lembre-me o Senhor, da sua compaixão e infalível amor
Que você me mostrou através dos anos.
Depois da conversa com o diretor, a maior ameaça estava acabada, mas eu ainda estava sozinha. E depois de tantas audições, eu nem tinha mais o conforto das líderes de torcida. Eu só ficava. Eu comecei a sair com crianças mais velhas, e tentei tirar tudo aquilo da minha mente, mas as valentonas continuavam a me dar um tempo difícil. Eu odiava a escola. Eu nunca me virava para abrir o meu armário sem estar atenta sobre quem mais estava no corredor. Eu nunca me demorava entre as aulas. Toda vez que eu ia ao banheiro ao andava pelos cantos eu tentava passar despercebida. Eu não me sentia a salvo.

Faça seus próprios sonhos


Eu não conseguia escapar do colégio, mais eu podia focar em outras coisas. Nós tínhamos uma grande competição de líder de torcida se aproximando, então eu me joguei nos treinos e tentei esquecer sobre bullying e audições. Minha vida só era uma droga das 8 da manhã até as 3 da tarde. Então eu ia pro ginásio, e tirava tudo isso da minha cabeça.

E então, quando eu estava quase e verdadeiramente perdendo as esperanças, nós recebemos outra ligação da Margot a agente de talentos. Disney queria me ver novamente. O que eles estavam fazendo, cortando uma garota de cada vez, no melhor estilo American Idol? Dessa vez não teve gritos, ou assustar os animais da fazenda, atrapalhando a vida calma deles. No lugar de me sentir entusiasmada, eu só me sentia cansada de tudo aquilo. Eu disse pra minha mãe que eu não queria ir de novo. Eu pensei que seria a mesma situação novamente. Eu estava completamente focada nas líderes de torcida. Meu tinha me queria. Meu time precisava de mim. Meu time não queria me fazer voar para o outro lado do país de novo e de novo apenas para ser mandada pra casa sem nada. Minha mãe estava cansada também. Elas estava estressada. Mas a Margot disse, que Judy Taylor, a chefe das pessoas que escolheram o elenco, tinha dito, “Você não pode deixar isso passar. Eles estão realmente sérios sobre a Miley. Eles já viram tantas garotas, e mesmo assim continuam voltando nela.”

Perder a competição significaria ser expulsa do time. Eu precisava escolher entre audições e meu time de torcida. Até hoje, essa foi a decisão mais difícil que eu já tive que tomar. Minha mãe disse que a escolha era minha, mas que ela queria que eu tivesse uma pespectiva, pra tomar uma decisão. Ela disse: “Querida, você tem certeza? Eu acho que você é maravilhosa, mas as chances de conseguir esse papel são de poucas pra nenhuma. Você não tem experiência. Nós já sabemos que você é muito nova e muito pequena. Você tem o resto da sua vida para fazer isso. Se você for, você pode acabar sacrificando as líderes de torcida por nada.
O conselho de meu pai foi simples: “Você tem que fazer isto. Esse papel foi feita para você.”(Ele realmente tinha fé no que sua intuição dizia.) Eles disseram para que eu tomasse meu tempo e pensasse seriamente no assunto.

7 coisas que me fazem dormir

1. Um CD do A Fine Frenzy
2. Ler sobre a história de vida do Eintein
3. Contar
4. Pensando sobre a minha família 
5. Responder a e-mails 
6. Reuniões de negócios
7. Fazer carinho na Sophie, minha cachorrinha

Então eu pensei por muito tempo e muito. Ser líder de torcida não era apenas minha paixão. Era minha salvação naquele ano. Era a única forma de eu sobreviver a sexta-série. Se eu desitir e não conseguir o papel, o que era o mais provável na sequencia de eventos, eu seria deixada com nada. Essa era minha chance. E eu estava com medo.

Eu sempre acreditei que as melhores oportunidades da vida vem junto do medo e do risco. Eu percebi que teria que arriscar, como eu arriscava nas líderes de torcida que alguém me pegaria quando eu saltasse. Talvez ser líder de torcida tenha me treinado pra esse momento. Eu sei que era esperar muito, mas Hannah Montana era o papel dos meus sonhos, e ela estava mais próxima do que nunca. Eu não desistiria agora. Eu voltaria para Los Angeles.
Os sonhos que seguram seu futuro, são os sonhos que você tem a noite. Eles sempre estão no fundo de sua mente. Eles são o que o seu coração deseja. Eles te fazem continuar tentando. Aceite a realidade, e sempre tenha um plano B, mas sempre siga seus sonhos, não importa o que aconteça.

Dessa vez tinham apenas duas garotas na sala de espera. Uma delas era Taylor Momsen, que fez Spy Kids 2, e agora estrela Gossip Girl. Ela era maravilhosa, com seu longo cabelo loiro. A outra garota tinha 16 anos. Eu era tipo um palmo mais baixa que elas. Quando eu fui chamada para sala de audição, eu lia cenas para os executivos de novo e de novo. Eu cantava para eles. Eu lia mais cenas. Eu cantava mais canções. Eu lia músicas. Eu cantava cenas. Eu teria vestido um tutu se isso fosse provar pra eles que eu fui feita para ser a Hannah Montana. 

Foi um longo dia, e finalmente tinha acabado. Minha mãe, minha avó (Mammie), e eu ficamos no Universal Studios parque de diversões, então nós tínhamos algo divertido para fazer durante a viagem que era só negócios. Audições terminadas, nós fomos jantar numr estaurante chamado Daily Grill. Nós sentamos, bebemos, e eu espirrei o Dr. Pepper da Mammie por toda minha saia branca. 

E eu estava tentando limpar com guardanapos o mais rápido possível, quando a Margot ligou. Ela e minha mãe conversaram um pouco, minha mãe desligou e se virou para mim. “Eles querem que a gente volte pro estúdio agora”, ela me disse. “Eles querem testar você com uma outra garota que eles arrumaram para Lilly. A Margot disse que nós deveríamos deixar tudo.” Eu olhei para minha saia, ensopada de Dr. Peppere disse, “Eu pensei que já tivesse feito isso.” Eu não poderia ir assim! Mas eles já tinham mandado um carro para gente ! Nós corremos para o hotel, para que eu trocasse de roupa antes do carro chegar.
Meu coração acelerado, e a palma das minhas mãos suando**, eu testei com a atriz da Lilly, uma garota doce com cabelo bem preto. Eu e ela sussurrávamos entusiasmadas. Nós eramos as escolhidas! Não erámos as escolhidas. Não erámos ? Parecia promissor. No final eu achei que eles fossem me dizer que eu tinha conseguido o papel. No lugar disso, eles me agradeceram e me mandaram de volta para Nashville. 

No começo, eu fiz minha mãe ligar todo dia para o agente pra saber se tinham alguma notícia, mas nunca tinham notícia alguma. Semanas se passaram. Finalmente, nós simplesmente paramos de ligar.

**Nota da Miley: eu sei realmente profissional.

Quando a Disney ligou


Foi como se alguém tentasse me recompensar pelo que eu estava passando na escola. Não muito depois do acidente do banheiro, eu recebi uma ligação surpresa – dessa vez era da Disney dizendo que eles queriam que eu fosse pra Los Angeles para fazer o teste em pessoa para Hannah Montana. Estava no meio do ano letivo ! Ponto! Eu poderia faltar escola, e a tortura 101. Mais aí eu me lembrei. Eu também tinha meus compromissos como líder de torcida. 

Perder um simples treino era uma grande coisa. A coreográfa contava com todas presentes. Afinal, você não pode fazer uma piramede sem a garota do topo. Na verdade, é pior tentar fazer uma piramede sem uma das garotas do meio !
De alguma forma minha mãe conseguiu me afastar dos treinos. Eu voei pra L.A, anciosamente com minha mãe, corremos até a audição no tempo, eu mal conseguia disfarçar minha anciedade, abrimos a porta para sala de espera e lá estavam outras 15 garotas querendo ser a Hannah esperando para serem vistas. Minha mãe e eu trocamos olhares. Nós pensávams que eu era finalista. Eu acho quenós nos enganamos. Nós brincamos que tinham Hannahs suficientes para nomear todos os estados, não apenas Montana.(Hannah Indiana, Hannah Connecticut, Hannah Idaho...). Eu sei, eu sei, mas nós tínhamos muito tempo pra matar naquela sala de espera. 

7 lugares que eu desejo ir
1. Fiji
2. Austrália
3. Itália
4. Hawaii
5. Alemanhã
6. Espanha
7. Carolina do Norte

A sala de espera pra audição da Hannah Montana era como a sala de espera de um consultório lotado. Tinha revistas velhas, cheiros velhos, muita tensão – e todas estávamos lá para sermos examinadas. Alguma das mães que estavam lá com suas filhas, usavam muito perfume, me deixando com dor de cabeça. A única salvação é que pelo menos eu não tomaria nenhuma vacina. Apesar de que eu tinha certeza de que não conseguir o papel doeria muito mais e por muito mais tempo. 

Enquanto nós esperávamos, e esperávamos mais, eu podia ver alguma das garotas e suas mães nos encarando. Minha mãe, graças a Deus, nunca foi uma dessas mães. Ela ignorou os olhares, mas eu não conseguia. Estava tenso naquela sala. Não ajuda você pensar sobre qual delas é mais bonita ou mais preparada ou mais talentosa.Enquanto estava sentada,eu dava curtas olhadas para as outras garotas. Eu não reconhecia nenhuma delas – e nem esperava por isso. Eu já tinha feito algumas audições, mas eu não tinha extamente conhecido toda a cidade.

A maioria das garotas eram mais velhas e muito mais altas. Muitas delas eram lindas. Algumas tinham cabelo preto brilhante. Outras longos cabelos loiros. Algumas tinham dentes bramcos perfeitos e brilhantes. Eu olhava pra como elas estavam vestidas, como elas se maquiavam, e como elas usavam o cabelo. Pelos visuais isolados, eu podia perceber que muitas delas leveriam o papel de casa. E eu podia apenas imaginar o tipo de experiencia que elas tinham. Eu me sentia fora da organização. Audições são de longe a coisa mais assustadora, e momentos com nervos a flor da pele que eu já tive. Todo mundo estava fazendo um teste, eu gostava das performaces, mais eu também queria o trabalho, então a anciedade era enorme. Mas nesse dia em particulas, a líder de torcida em mim tomou conta.
Minha treinadora de líder de torcida, Chastity, era realmente durona. No Nashville, algumas pessoas me tratavam diferente porque eu era filha do cantor Billy Ray Cyrus. Elas me tratavam diferente porque meu pai era alguém. Chastity não era uma dessas pessoas. Se eu errasse, ela me faria correr ao redor do ginásio como todo mundo. Se ela era alguma coisa, ela pegava mais pesado comigo. Eu tinha medo de voar – ser aquela pessoa no topo que é jogada para o ar – mais ela me punha pra trabalhar naquilo de novo e de novo. Eu não era a melhor tumbler , mais ela me fez praticar até parecer certo. Eu repetia aquilo na minha cabeça, até parecer que estive girando em círculos por horas.

Chastity não importava quanto tempo demorasse. Ela sempre ficava orgulhosa, contanto que eu não desistissi. Ela sempre dizia: “Não conseguir, não faz parte do meu vocabulário.”Chastity me ensinou que quando eu queria alguma coisa, eu precisava dar duro para conseguir. Eu queria esse papel muito mesmo. Quem disse que essas garotas polidas de L.A eram melhores que eu? Quando finalmente chamaram meu nome, eu estava preparada. 

Na sala de audição, eu via um painel com 10 pessoas. Eu encarava eles, vestida com minha mini-saia e minha camiseta – Ambercrombie fora. Você quer que eles se lembrem de você, então eu fiz tudo para me destacar. Pela primeira vez na minha vida, foi bom eu falr demais. Eu só tive de ter certeza que estava sendo eu mesma e não apenas deixando o nervosismo me dominar. As pessoas que escolhiam o elenco me pediram para ler o script, e depois cantar. Eu cantei um pedaço de Mamma Mia! Como em toda audição, eles fizeram comentários como, “Você pode tentar um pouco mais feliz?” ou “Leia de novo como se você realmente estivesse brava com seu irmão.” (É engraçado, eu estava tão nervosae não fazia nem idéia de quem eram as pessoas atrás do painel. Eles eram apenas estranhos intimidantes. Agora eles são pessoas que eu estou próxima e trabalho com todos os dias.)
Quando eu saí daquela sala eu não fazia ideia de como eu tinha ido. E eu ainda não conseguia relaxar, mesmo já tendo terminado. Mais ou menos. A parte mais estressante das audições e que você não pode ir pra casa até eles falarem que você terminou. Você fica na sala de espera, vendo as outras garotas sendo chamadas de volta, sem saber se você vai ser chamada para ler alguma coisa diferente ou para cantar de novo. E você nunca sabe porque elas estão sendo chamadas de novo. Ou porque você não é chamada de novo, mais também não é liberada. Eles gostaram de você? Eles te amaram? Um deles te odiou? Eles estão preocupados sobre seu cabelo? Seu peso? Eles nunca te dão a menor esperança. 

Eu fiz meu melhor, mais acabei voltando para casa, em Nashville, sem nenhuma notícia boa. E aí, algumas semanas depois, eu recebi outra ligação. “Você é uma finalista!” Okay, e foi assim que aconteceu. Talvez eu recebesse meu ticket de saída da sexta-série afinal. Mais uma vez eu precisava me afastar das líderes de torcida. Pela segunda vez. Mais uma vez e a Chastity iria me expulsar do time. Eu voei pra Los Angeles, anciosamente e correndo com minha mãe, correndo para chegar as audições a tempo, mal conseguindo conter minha anciedade, abri a porta para sala de espera, e – tinham trinta outras Hannahs queremos ser esperando para serem vistas. Parece familiar?

Eu estava começando a me sentir como uma daquelas bolas que são tacadas num jogo. Toda vez que eu era isolada, eles me puxavam de volta apenas para me chutar de novo. Bem, era um pouco mais gentil que isso. Mais eu tinha 11 anos. Era uma montanha russa.** Nos rostos daquelas 30 meninas, eu via a realidade. Eu mal tinha feito algum progresso. E eu definitivamente voltaria para sexta série.

**Nota da Miley: Isso é mais como uma metáfora amigável.

Uma longa parada


Ser líder de torcida, era meu porto seguro, o lugar onde eu sabia que eu tinha amigos que eu poderia confiar até no fim da Terra. Ou pelo menos pra me pegarem, enquanto eu estava voando pro alto, o que é um pouco parecido com atingir o fim da Terra, de qualquer forma. Mas na escola, eu não tinha nenhum lugar a salvo. E as coisas ficavam piores.

Eu ainda não faço idéia de como o Anti-Miley conseguiu a chave do zelador do banheiro, mais um dia, no caminho da aula de Ciências, elas me enganaram e trancaram. Eu estava presa. Eu bati na porta até meus dedos doerem. Ninguém apareceu. Eu tentei abrir a janela, mais estava presa. Me acertou que todo mundo já estava na aula. Ninguém viria usar o banheiro pelo menos nos próximos 40 minutos. Eu sentei no chão e esperei. ** O tempo que eu passei pareceu como uma hora lá, esperando alguém para me resgatar, me perguntando como minha vida se tornou tão ferrada.

** Nota da Miley: Nojento. Onde está um celular, quando se precisa dele?

Eu olhava as linhas no chão, o redondo dos espelhos, as janelas, e pensava sobre meus dois peixes, nadando ao redor de seu aquário. Como eu tinha chegado até ali? Eu pedi por isso? Eu merecia isso? Isso teria um fim? Eu sabia todas as capitais dos 50 estados. Eu poderia andar de trás pra frente na estrada. Mais eu não tinha a menor pista do porque isso estava acontecendo comigo. Eu era sem amigos, solitária e miserável. A única luz era que se eu precisasse usar o banheiro, pelo menos eu estava no lugar certo !

O primeiro sonho


Por sorte, eu tinha um outro mundo fora do colégio. Atuação era apenas uma pequena parte da minha vida naquela época. Eu comecei a competir como líder de torcida quando eu tinha 6, e por um longo tempo era realmente tudo pra mim.

Minha mãe me colocou.Nós vivíamos em uma enorme fazenda, o que é inacreditável, mais nós não tínhamos vizinhos na região, e nem crianças para poder brincar junto. O que exatamente não era ruim, na minha opinião. Eu amava os animais, e eu amava passar tempo com meu irmão mais velho e legal, Trace (eu o chamo de Trazz), minha maravilhosa irmã mais velha, Brandi, meu irmão menor, Braison (eu o chamo de Brazz), e minha irmã bebê, Noah – quando ela se juntou a família. Minha mãe queria que eu tivesse alguns amigos além de cavalos, galinhas, e meus irmãos e irmãs. Não nessa ordem. (Okay, talvez nessa ordem.) **Desde que minha mãe amava ser líder de torcida quando criança, ela queria que eu tentasse.

**Nota da Miley: apenas brincando caras ! 

No primeiro dia que eu deveria ir praticar, eu não estava feliz. Eu implorei: Por favor não me faça ir ! O que tem de errado em ter apenas galinhas, cavalos e irmãos como meus únicos amigos? Eles não me desapontariam, eles não ririam de mim – claro eles cheiravam um pouco (desculpa Brazz) – mais estava OK. Eu não respiro devagar.
Isso pode não parecer óbvio na minha vida atual, mas estar perto de pessoas novas me deixa anciosa. Só a idéia de entrar em um quarto cheio de estranhos me deixa sem dormir a noite. De qualquer forma, eu sei que meu pai estava do meu lado sobre tudo aquilo de não ser líder de torcida. Ele viajava muito, então ele apenas queria que ficássemos próximos quando ele estava em casa. Mais minha mãe se prendeu a suas armas, e eu fui. E por causa disso minha mãe está certa na maior parte das vezes. Eu amei instantaneamente. **

**Nota da Miley: Não contem isso pra minha mãe. Talvez ela esteja certa sobre a fazenda te deixa tímida.

Ser líder de torcida ocupou muito tempo. Muito. Eu estava no ginásio todo dia. Nós trabalhávamos. Nós davamos nosso sangue. Nós praticávamos séries de dois minutos e meio várias e várias vezes. Eu me tornei melhor amiga da Lesley e das outras garotas no time, e minha mãe se tornou amiga das mães delas. Nós viajávamos juntas para competições, ficavamos juntas em hotéis, zoavamos, faziamos cabelo e maquiagem junto das nossas mães, e tínhamos um intensas, inacreditáveis competições difícies. Eu realmente estava envolvida naquilo.

Algumas vezes muito envolvida. Uma vez eu fiquei doente, exatamente antes de uma competição em Gatlinburg, Tennessee. Eu não conseguia parar de vomitar. Você sabe aquelas doenças no estomago que se você beber um pouco de água, você vomita? Yeah, é ruim. Eu tinha certeza de que melhoraria a tempo da competição. Então eu obriguei minha mãe a me levar, e passei toda a viagem de quatro horas e meia, de carro, deitada no banco de trás com uma lixeira próxima de mim, dormindo, vomitando, e dormindo um pouco mais. Nós chegamos ao hotel em Gatlinburg e eu não estava melhor, mais eu queria competir. Minha treinadora me disse que de jeito nenhum eu conseguiria. Ela tentou me impedir, mais eu insisti, eu sabia que conseguiria se me esforçasse.
Trinta minutos antes do tempo que eu deveria estar me apresentando, eu me tirei da cama, tomei banho, e nós dirigimos até o encontro. Eu fui, fiz a rotina, andei pra fora do palco, e vomitei numa lata de lixo. Mas eu consegui. E isso era o que importava pra mim. 
Quando nós entrávamos no carro após cada competição, mesmo se nós perdessemos, minha mãe diria, “Aqui está o seu troféu !” e me daria um brilhante troféu com meu nome nele. Crescendo, meu quarto estva cheio de troféis. Todos da minha mãe, a melhor e maior fã que uma garota podia ter. Eu talvez não merecesse cada um desses troféis, mas o troféu de Gatlinburg – esse eu realmente mereci.

Operação MMM


Existe um manual sobre como torturar garotas de 11 anos? Se não, essas garotas que eu comecei a sair com – você se lembra, minhas “amigas” – poderiam escrever um. ** No inverno daquele ano, todo dia elas traziam uma nova e criativa tática para Operação Faça da Miley Miserável (MMM = Make Miley Miserable) . Elas me mandavam bilhetes maldosos. Elas roubavam dos livros e me faziam chegar atrasada nas aulas. Elas zoavam da minha roupa e cabelo. Elas dizeram a Rachel – a amiga que que se aproximou delas no mesmo tempo que eu – que se ela sentasse comigo no almoço elas a perturbariam também. Então eu sentava numa mesa sozinha dia após dia, olhando para as crianças góticas, me perguntando como eu ficaria com cabelo preto e anéis. Desde esse dia eu decidi: não tão bem.

** Nota da Miley: O que eu estou dizendo? Essa é uma péssima ideia. 

A lista continua: Rachel parou de falar comigo. Quando eu tentei audicionar para ser líder de torcida no time da escola, my antes chamadas amigas disseram ao diretor que eu trapacei e que eu já sabia passos e tinha vantagem. Totalmente mentira, mais o diretor acreditou nelas, e eu não tive permissão para treinar. Oh, e eu nunca vou esquecer como uma delas foi gentil por alguns dias. Ela disse que queria que a “briga” acabasse. Ela me fez dizer exatamente o que pensava sobre “nossas amigas” – que eu não entendia o porque delas não gostarem de mim, que eu sentia que elas estavam sendo malvadas – então ela voltou pra elas e disse que eu era snobe. Ela estava sendo falsa sobre isso. Olhando pra trás eu percebo que talvez ela seria uma que deveria ter sido atriz. **

**Notas da Miley: Pelo menos eu tinha meu time de torcida fora do colégio. Eu = total perdedora.
Parece como corra uma Judy Blume Fantasia sobre a Sexta – série nada, bem, era mesmo. Eu não tinha obviamente que resolver problemas como a fome do mundo ou pandemias. Eu sei que meus problemas eram relativamente pequenos. Mas eles eram meus. E eu sentia o mundo pesando cada vez mais sobre meus ombros. Então, se você quer saber se eu gostava da escola antigamente, a resposta é definitivamente não.

Por outro lado


Você sabe aqueles dias quentes do verão, em que você pula e sente o alívio de uma piscina gelada? Bem, foi exatamente assim que eu me senti quando depois de um dia particularmente difícil no colégio, eu voltei pra casa e descobri que a Disney tinha me chamado. Margot, uma talentosa agente que tinha se interresado em mim, nos contou que a Disney pediu fitas de todas as garotas que ela representava entre as idades de 11 a 16 anos. Eles queriam uma fita minha, lendo as falas da Lilly, a melhor amiga de uma garota chama Chloe Stewart em um novo show de TV chamado Hannah Montana.

Desde a primeira vez que eu e meus pais lemos o script, nós sabíamos que Chloe Stewart era meu papel dos sonhos.O alto-ego da Chloe, Hannah Montana, era uma estrela do rock. A atriz que faria os dois papéis teria que cantar as canções da Hannah Montana. Cantar e atuar. Os dois eram meu sonho, e se eu conseguisse esse papel, eu não teria que deixar um deles de lado.Depois do meu pai ler o papel, ele ficava dizendo, “Isso foi feito pra Miley. Miley foi feita para isso.” 

Mas, que diabos, eu estaria feliz com o papel da Lilly. Para nossa sorte Chloe Stewart falava sobre plantas da casa, era o que importava. Então nos fizemos uma fita, a enviamos, e quase imediatamente recebemos uma ligação da Disney para fazer uma nova audição. E dessa vez eles queriam que eu fizesse para o papel de Hannah. Eu estava pirada. Meus gritos provavelmente assustaram os pobres cavalos la fora nops estábulos. Na minha cabeça, eu estava quase desistindo de tudo e me mudando pra LA. Claro, a Hannah deveria ter 15 anos, e eu tinha 12. Doze para fazer. Okay, eu tinha 11 anos. Esse era o problema. Mais ainda- eles sabiam a minha idade e mesmo assim me pediram para fazer uma audição, então isso provavelmente não importava.
Exceto que importava sim. Nós enviamos a segunda fita, e no dia seguinte recebemos um email dizendo que eu era muito nova e pequena para Hannah. Eu estava arrasada. Não – eu estava que tal dez vezes arrasada? Era pra ser eu. Meu pai disse, “ A Disney está cometendo um grande erro. Minha intuição me diz que você é a Hannah Montana.”

E tudo que eu conseguia pensar era, Isso é muito pra intuição do papai. Agora vamos voltar para a nossa rotina de tortura: sexta série.

Nem tudo são borboletas


Dizer que a sexta série não foi um bom ano seria o eufemismo da década. Quando eu descobri sobre a série piloto – quando as audições para os shows de TV ocorrem em LA – aconteceriam no início da escola daquele Setembro, eu passei uma boa hora no chão do meu quarto gritando. Isso significava que se eu quisesse ter uma chance na TV, eu teria que começar a escola no Nashville algumas semanas atrasada. Na época, a idéia de perder a escola parecia péssima. 

Nós tínhamos acabado de retornar após um ano no Canadá, próximo a Toronto, onde meu pai estrelava no show de TV, Doc. Ele e minha mãe estavam indo e voltando direto por 4 anos, mas no verão anterior eu tinha entrado na 5ª série e nós todos sentíamos tanta falta dele que a mamãe decidiu que nós mudaríamos para lá. 

Ela me deu aulas em casa nesse ano, então eu estava retornando a minha antiga escola após um ano de afastamento. ** Não apenas isso, eu sabia perfeitamente que nas primeiras semanas da escola é quando tudo acontece – você conhece seus professores, encontra seus amigos, você descobre se as roupas que você comprou para escola são aceitáveis – ou completamente inaceitáveis. Os populares se unem. Os inteligentes se unem. Eu e todos os outros - no meio disso percebem que é melhor unirem forças e fazerem seu melhor. Se você sente falta de toda a diversão, se risque de ser um rejeitado. Um perdedor. Se você passou pela escola fundamental, você sabe do que eu estou falando. Se você ainda não passou, bem então ... fique aí. Vai melhorar, eu prometo. De qualquer forma, você pode imaginar, sentir falta da escola era longe do ideal. Mais se eu quisesse ser uma artista- e eu queria- então realmente eu não tinha outra escolha. Eu tinha que ir para Los Angeles.

** Nota da Miley: Assustador ! Eu não queria ser agora estranha que quer ser atriz.
Eu não estava esperando apenas aparecer na escola e ser uma das populares. A fazenda no Tennenssee. Onde eu vivia não era exatamente em Toronto, era meio isolado, então não havia nenhuma vizinho criança com quem eu poderia praticar ser amiga. Eu cresci brincando com meus irmãos e irmãs, mas era simplesmente tão confortável conviver com meu parentes e seus amigos. 

Não ajudou o fato que eu sempre tinha muita energia. Não tinha jeito de eu sentar e ainda me concentrar por horas no final. As pessoas não sabiam exatamente como lidar comigo. Não é como se eu tivesse tentando ser desrespeitosa, mas Eu. Não.Conseguia. Ficar. Quieta. No meu primeiro dia de aula um ano, um professor me disse que eu pegaria detenção se dissesse mais uma palavra. Eu virei pro meu amigo e sussurrei, “Mais uma palavra”. Booom ! Detenção. Por sussurrar. No primeiro dia de aula. Eu tive sorte que o professor não escutou exatamente o que eu disse, ou Deus sabe o que aconteceria comigo. 

Na escola eu sempre quis ser eu mesma e eu não tinha vergonha disso. Eu tinha muito a dizer. Eu me destacava na música e no teatro. Eu tirava boas notas. Eu tinha grandes sonhos. Não exatamente a fórmula para ser popular. A maior parte das crianças se preocupava sobre não se enturmar. Eu me preocupava sobre não me destacar; Eu queria me sentir única, peculiar, diferente. Mas se destacar e perder o crucial início da escola não era exatamente o que eu tinha em mente. 

De qualquer maneira, quando eu voltei pro Nashville para sexta série – duas semanas após o começo das aulas – meus amigos antigos pareciam felizes em me ver, e a vida voltou a ser normal. Eu comecei a pensar que eu estava me esquivando e que eu me preocupei por nada. Mais lentamente eu percebi que não era o caso. Uma das minhas amigas mais próximas, vamos chamá-la de Rachel **, e eu comecei a ser levada em direção a um certo grupo de garotas na turma. Elas não eram as populares ou as garotas malvadas.

Eu não sabia qual seria o acordo delas, eu não consigo estereotipar elas atualmente. Mas por alguma razão, eles eram o grupo em que eu queria me encaixar. 

** Nota da Miley: Óbvio que não é seu real nome. 

O primeiro sinal de problema foi à mínima, a menor coisa que você poderia imaginar. Nós estávamos paradas próximas aos armários após a aula de Matemática. Eu fiz uma piada, e a líder – vamos chamá-la de GM, garota malvada – rolou seus olhos. Então foi isso: um gesto pequeno – que durou um segundo. Mas aquela era a sexta série. Tudo significava alguma coisa na sexta série. Quer dizer, se você já passou pela sexta série você sabe como é. Se eu tinha algo a dizer honesto tipo “Qual é a da desagradável rolada de olhos?” MG apenas diria algo padronizado como “Eu não tenho a menor idéia sobre o que você está falando”, e eu seria humilhada. Eu sentimento que eu detesto mais que qualquer coisa. Então eu agi como se não tivesse visto. Eu tirei isso da minha mente. 

Mas os sinais continuavam a aparecer. Alguns dias depois, eu coloquei minha bandeja no almoço eu pensei ter ouvido um rosnado. Um rosnado? Na semana seguinte, eu fui usando uma nova jaqueta jeans.** Eu disse: “Eu amo minha roupa hoje.” Uma delas zombou “Você ama?” e me deu aquele olhar paralisante me colocando para baixo, como uma ervilha no chão. Do jantar passado. 

**Nota da Miley: Sim, isso era o que estava na moda na 6ª série.

Agora eu sei que não estava apenas sendo paranóica. Eu era uma excluída. Porque os meus “amigos” estavam se virando contra mim? Eu não fazia idéia. Mais era o que estava acontecendo. Bem-vinda ao inferno social da sexta série.

Pense fora do aquário


Letra e Melodia 


Por um tempo eu tive dois peixes. Eu era obcecada com eles. Seus nomes eram Letra e Melodia. Algumas vezes, quando eu deveria estar escrevendo, eu sentava e os observava nadando em círculos no aquário deles. Lá fora, nos pastos, nossos cavalos corriam livres, Mas eu poderia encarar esses dois peixes no vidro deles, no mundo deles para sempre. Eles eram tão lindos. Eu podia colocar minhas mãos ao redor do aquário e saber que tinha algo maravilhoso ali. A vida em um jarro. 

A vida num jarro é um milagre, mas também é uma armadilha. Letra e Melodia estavam presos, destinados a enfileirar a mesma linha na água de novo e de novo. O mundo deles nunca se expandiria. Eles nunca teriam aventuras como o Nemo, nunca descobririam quem eles realmente eram. Eu encarava o seu pequeno mundo, procurando por uma canção. Pense fora do aquário. Foi o que eu disse a mim mesma. Pense fora do aquário. Eu não queria ficar pesa como os peixes, presa apenas vendo o mundo que estava bem na minha frente, presa nadando em círculos. Mas quando eu tinha 11 anos, na sexta série, era difícil imaginar algum mundo além daquele que eu estava presa. 

Eu nem sempre estive presa. E eu não fiquei livre. Toda história tem um começo, um meio, e um final, e esta também. Mais eu tenho apenas 16 anos – vamos encarar, esse “apenas o começo” – começou no dia que eu nasci e eu vou te contar as maiores marcos (Eu perdi um dente!Eu fiz 10 anos! Eu ganhei uma bicicleta nova) até o meu aniversário de 16 anos não é como eu quero fazer.

No lugar disso, eu quero começar na sexta série. Isso foi o último ano que eu seria conhecida apenas como Miley Cyrus. Foi um momento decisivo – o que eu penso da minha vida de antes e da minha vida após.

Introdução

Ok, eu sei que pode parecer um lugar estranho pra começar, mas eu penso muito sobre minhas mãos. Eu nasci canhota. Meu pai também é canhoto, mais apesar disso ele é absolutamente certo de que eu sou destra. Eu penso que é porque ele sempre diz que os canhotos precisam de “aprender o mundo de trás pra frente”, e eu sei que ele passou por um período difícil tentando encontrar um violão pra canhotos tanto agora quanto antigamente. Qualquer que seja a razão, desde o momento que eu comecei a escrever, ele me obrigou a usar a mão direita. Funcionou. Então se você não gosta da minha letra manuscrita-converse com meu pai.

Apenas pra bagunçar com essa coisa de ser destra, eu através de um livro sobre caligrafia e comecei a me ensinar caracteres Chineses. Com minha mão direita. Num avião. Eu estava voando num vôo fretado de Los Angeles a Nova York. O vôo foi turbulento, a tinta espalhou no mínimo duas vezes e eu controlei tudo sozinha, o papel, a poltrona do avião, e, quando eu tentei limpar a bagunça, o banheiro. Minha mãe estava gritando comigo por espirrar tinta em todos os lugares, mais eu realmente estava focada. 

A palavra caligrafia veio da Grécia e significa linda escrita. Acredite em mim, gente, se os Gregos vissem o que eu estava fazendo eles fariam uma palavra completamente nova pra isso. Mais eu estava imediatamente obcecada. I desenhei caracteres para “amor”, “sorte”, “vida” e “conhecimento” repetidamente, primeiro devagar e com cuidado como uma criança no jardim-de-infância aprendendo a escrever, depois mais rápido e melhor. 

É uma boa coisa que o avião não era equipado para escrever em vôo, ou eu provavelmente nunca tentaria convencer o piloto pra tentar ferir um sinal pra “Rock On”.* Tem que ter um caracter Chinês pra isso, certo? 
*seria como arrasar (eu acho). É uma expressão comum no vocabulário dos adolescentes de lá e é como uma gíria.

7 hobbies que eu fui obcecada por tipo 5 segundos

1. Caligrafia
2. Bordas
3. Trabalho de tricô por dois segundos
4. Scrapbooking 
5. Ler sobre a história de vida do Einstein
6. Ser uma bióloga marinha
7. Alta costura
Algumas pessoas acreditam que o que você escreve manuscrito conta todos os seus segredos – que as inclinações, as voltas e pontos e os rabiscos de se escrever as pressas para – fazer uma lista ou um bilhete trocado em sala revela tudo que se tem pra saber sobre quem o escreveu. É uma boa idéia, mas de verdade a única coisa que eu penso que qualquer um pode saber sobre mim através da escrita é que eu deveria estar escrevendo com minha outra mão. Eu faço quase tudo mais – pentear meu cabelo, abrir portas, segurar o garfo e carregar a reins(?)* do meu cavalo –com minha mão esquerda. E, você sabe, meu pai tem um ponto – Eu penso que o mundo sente um pouco de trás pra frente algumas vezes mesmo quando eu estou tentando fazer tudo ir na direção certa.

*eu não sei a palavra pra isso mais pelo contexto eu acho que são as cordas que guiam o cavalo

Talvez porque eu me sinta tão a par disso, que eu sempre fui super protetora em relação as minhas mãos. Eu sei, eu sei, é estranho**. Mas eu simplesmente sinto o quanto minhas mãos são importantes. A minha energia vem delas. Tudo que eu faço depende delas. 
**nota da própria Miley, na margem do livro, eu sempre vou marcar com **, nessa nota ela diz: Você possivelmente lerá essa palavra muitas vezes nesse livro. Ou pelo menos é o que eu acho. 

Minha mão direita é para arte. Eu a uso pra tocar violão e para escrever. Minha mão direita é para ser carinhosa. Para desembaraçar o cabelo da minha irmãzinha. Para segurar a mão dos meus amigos. Para confortar a Sophia, minha cadela, enquanto nos vamos dormir. (E ocasionalmente para dar uns tapas na cabeça do meu irmão Braison quando ele está me irritando. Eu sei- mais todo mundo tem seus limites!)
Eu deixo ambas as minhas mãos perambulares livremente pelo piano, procurando pelas notas certas. Minhas mãos colocam pra fora meus pensamentos quando eu escrevo no meu diário. Elas foliam através da minha Bíblia, encontrando verdades. A batida para uma nova canção surge quando eu batuco no topo da mesa. Eu sinto da minha própria forma através dos tempos difíceis. Tudo que eu quero fazer é ser artista e amada. Quem eu sou, o que eu digo e qualquer que seja a esperança e alegria que possa espalhar – tudo vem das minhas próprias mãos. 

Eu sou canhota? Eu sou destra? Eu sou os dois? Eu sou uma atriz ou uma cantora? Eu sou uma pessoa pública ou uma pessoa privada? Porque eu não posso ser todas essas coisas? Eu estou na TV. Eu estou escrevendo um livro. Mas eu também amo ficar em casa com a minha família. E eu me sinto sozinha - de uma boa forma – dentro da minha cabeça. Eu sou a pessoa que vocês vêem na televisão, fotografias, mesmo neste livro? Ou somos todos nós, cada um de vocês, mais fechados e difíceis de definir? Quem sou eu pra dizer?

A maioria das pessoas me conhece como Hannah Montana, mas Hannah é um personagem de televisão. Ela é ficção. Claro, eu coloco muito de mim nela. Eu tento trazê-la a vida. Mas isso não faz dela real, e isso não faz com que ela seja eu. Esse é o meu próprio livro- minha primeira chance de contar minha própria história, com minhas próprias palavras. Eu tenho que falar sobre a Hannah. E está tudo bem. Porque eu acho que é por isso que as pessoas relacionam as duas Hannah Montana e Miley Stewart – meus alter-egos na TV. Existem múltiplos lados eu todos nós. Quem nós somos – e quem nos poderemos ser se seguirmos nossos sonhos.

Parece que eu sempre respondo perguntas sobre mim: Eu faço entrevistas para TV, rádio e para revistas: Eu falo para paparazzi e estranhos na rua. Sempre e sempre eu digo as pessoas (e até agora é a verdade) que a turnê está ótima, que o show é muito divertido, e que estou muito orgulhosa do meu álbum. Mais ninguém nunca chegou pra mim e perguntou, “Como você se sente sobre suas mãos? Como elas estão conectadas com a sua arte? O que elas significam pra você?”. Esse livro é o lugar onde eu posso explicar e brincar e refletir e explorar o que realmente importa para mim. Eu quero responder as perguntas que ninguém nunca faz. Eu quero abaixar a guarda. Eu quero falar sobre o que a música significa pra mim, e eu quero mostrar que minha vida nem sempre é sobre a luz do sol e arco-íris. Não é como se eu nunca tivesse sido magoada ou quebrada. Eu me sinto pressionada, não querida, triste, entediada e sozinha. E eu sinto alegria e gratidão. Eu quero compartilhar quem eu realmente sou – não a certinha, com photoshop, e brilhante garota que aparece nas capas de revistas, mais sim uma garota do Nashville – filha do meio que ama Marilyn Monroe e odeia vegetais e que sempre teve idéias engraçadas sobre suas mãos.

Quando eu comecei a escrever esse livro eu tinha 15 anos, e eu fiz 16 quando eu estava terminando. Eu sou muito jovem para estar escrevendo sobre a minha vida. Mais eu sou considerada muito jovem para muitas coisas que eu faço e gosto. Não tem nada de errado em ser jovem. Pessoas jovens tem muita energia! Nós temos muito a dizer. Eu nunca não tive o que dizer sobre pensamentos, idéia ou opiniões. Eu sei que eu ainda estou próxima do início da minha vida. Eu estou vivendo uma jornada inacreditável, e está passando super rápido. Então eu quero plantar uma marca exatamente aqui – nesse ponto da estrada - antes que essa imagem comece a se perder enquanto eu sigo em frente. Eu espero que você possa voltar e aproveitar o passeio ** saindo passando um tempo comigo.
** Nota da Miley: Desculpe pela metáfora do interior.

Miles To Go


Dedicado ao meu primeiro amor! O único homem que me entende. Aquele que pra sempre vai ter a chave do meu coração. Aquele que eu tenho sorte bastante pra chamar de não apenas meu melhor amigo, mas meu herói. Esse livro é em memória do meu avô. Eu sempre irei te amar! Obrigada por responder as minhas orações...
Beijos Miley

PS: Eu sinto sua falta.